Flauta Nativa Americana (NAF) a flauta do amor

Flauta Nativa Americana (NAF) a flauta do amor

A flauta Nativa Americana (NAF) é muito apreciada em todo o mundo e tida como objeto sagrado.

Tradicionalmente são feitas de madeira seguindo um conhecimento passado de pai para filho entre gerações dos nativos norte-americanos.

Aqui no Brasil, normalmente são mais encontradas feitas em bambu mas conseguimos encontrar lutiers que também fazem em madeira.

Existem pessoas que fazem em tubos de pvc, que fica muito interessante.

Essas flautas são feitas com 5 ou 6 furos, na escala pentatônica menor. Quanto possuem 6, o terceiro contando de cima para baixo, fica tampado, ou com uma faixa de couro ou o próprio músico pode obstruir com o dedo.

Normalmente não são usadas para tocar músicas tradicionais. São em sua maioria para composições vindas da alma, do coração de quem executa.

É um instrumento muito fácil de ser tocado, não exigindo muita técnica musical, bastando se consentrar e deixar a intuição fluir.

Conversando com um amigo, ele disse que, se nossos antepassados tivessem conhecido o pvc, teriam feito muitas flautas nesse material. Como na época, não existia, utilizavam a madeira de cedro que era a mais comum em se tratando do continente norte americano.

Como aqui no Brasil, temos abundância em bambu, as pessoas começaram a fabricar com ele, dado a qualidade de som que produz.

História da Flauta Nativa Americana:



A Flauta indígena Norte - Americana tem sido relatada a ser o terceiro mais antigo instrumento musical conhecido no mundo, com flautas de osso que remonta a mais de 60.000 anos. Ao longo do tempo, o instrumento evoluiu com materiais diferentes que estão sendo utilizados na sua criação o que estava disponível na área. Praticamente, foram utilizados todos os tipos de madeiras e resinosas para flautas em algum ponto no tempo. A Flauta teve muitas configurações diferentes - 2,3,4,5,6,7 ou 8 furos. Em algumas partes do sul dos Estados Unidos, Canas de Rio foram usadas para fazer flautas. Esta cana tem um conjunto natural que serve como uma espécie de barreira que ajuda a criar uma câmara. Estas flautas são relativamente fáceis de fazer e pode ter contribuído para a concepção do que é comumente referido como a flauta estilo planície. Que é o tipo que a maioria usa hoje.

Flautas Nativas e assobios foram usadas por muitas razões, geralmente variando de tribo. As tribos da Costa NW tendo usado assobios ósseos e de cedro para diferentes danças e cerimônias espirituais. Ainda hoje,  Whistles de ossos de águias são usados ​​em muitos Pow Wows. Flautas foram utilizados para entretenimento por muitas tribos enquanto viajavam; muitas dessas canções ainda existem hoje. A tribo Hopi tinha sociedades de flautas que realizavam cerimônias poderosas de oração com suas flautas. A tribo Lakota utilizava a flauta em cortejo e canções de amor.Como muitas outras partes da cultura nativa, a flauta não foi autorizada pelo governo em muitas partes dos Estados Unidos por um período de tempo. Havia aqueles Anciões em reservas rurais que mantinham a tradição viva, e pessoas como o Dr. Richard W. Payne, que ajudou a reintroduzi-la para as sociedades nativas. O renascimento começou no início de 1900 a partir da Southwest, e começou a crescer rapidamente na década de 1960. A flauta nativa é agora amplamente aceita na maior parte da América do Norte e do mundo. O instrumento é tão avançado que muito poucas mudanças foram feitas nos últimos 150 anos ou mais.
Fonte :   http://www.wind-dancer-flutes.com/History_of_the_native_american_f.htm

Extraído de: http://passarotrovao.blogspot.com.br/2015/05/historia-da-flauta-nativa-americana.html

Conhecendo um pouco a origem das NAF'S





De acordo com alguns chefes indígenas, as flautas nativa americanas eram tocadas com a intenção de se conectarem emocionalmente com os ritmos da natureza. "Até pouco tempo, ele comenta - a força que emanava da Mãe Terra dominava nossas vidas; e muitos de nós acabamos por perder o contato com os níveis mais elevados da consciência; no entanto, ao tocar a flauta nativa, é fácil despertarmos o sentimento de intimidade que nos liga ainda com a Mãe Terra. "


 Muitas são as histórias e lendas em que os povos nativos contam a respeito de sua origem e de como essa flauta chegou às suas tradições.


A origem da flauta é um mistério, embora sabemos que ela foi usada para diversas funções, tais como a cura, etc. A maior parte da história é desconhecida e o pouco que sabemos vem da tradição oral; muitas pessoas, especialmente na área formal ou acadêmica, não tomam isso como uma fonte de informação histórica rigorosa e completamente verídica.


Um personagem comum, contado por muitos para a origem da NAF, é o do pica-pau.



Nesta história, a ave, enquanto procurava larvas e cupins nas árvores secas ou nos galhos ocos, perfurava aqui e acolá, deixando várias perfurações em determinados galhos. O vento então soprava em torno destes ramos, e muitas pessoas notavam que surgiam sons distintos, eventualmente diferentes do que o vento produzia na maioria das árvores. Então, ao se observar mais de perto a causa destes sons diferentes, o interesse foi geral!

Outra forma, bem poética e romântica, foi contada pelo respeitável ancião Lakota, Urso Marrom (Phil Lane), poucos meses antes dele fazer sua passagem para o mundo espiritual:


“- Há muito tempo atrás havia um jovem que estava muito interessado em uma bela virgem da tribo. Ele estava sempre tentando chamar sua atenção, mas ela nunca o notava. Sempre que ela estava presente, ele montava em seu cavalo com orgulho, mas nada chamava a atenção dela. Um belo dia, quando a bela jovem e outras meninas estavam tomando banho no rio, o jovem começou a mergulhar por entre as rochas que atravessam o rio, para mostrar quão corajoso ele era, mas novamente ela o ignorou...

Entristecido e sem esperanças, o jovem adentrou na floresta e sentou-se na base de uma árvore Cedro, morta há muito tempo. Enquanto estava sentado, pensando sobre a sua amada, um sábio pica-pau pousou em um galho oco que estava sobre sua cabeça -  o galho tinha sido escavado ao longo do tempo pelo vento. O pica-pau então começou a fazer buracos com seu bico em torno do galho... Toque, toque, toque... Ao longo do galho oco. Toc, toc, toc... Com as bicadas do pica-pau, o galho se partiu e caiu ao lado do jovem; o sábio vento então soprou sobre este galho oco com buracos, e então o jovem percebeu vozes musicais provenientes daquele galho. Admirado, ele levou o galho consigo, e com o passar dos dias foi descobrindo que ao cobrir alguns furos com os dedos, e assoprar em uma as extremidades do galho, imitando a passagem do vento, poderia criar melodias belas, tristes, felizes, para coincidir com os sentimentos do seu coração!

Sentou-se por um tempo isolado e inventou as melodias mais profundas e comoventes!
 A bela moça, certo dia, ouviu músicas que vinham da floresta. O som era tão comovente que tocou no fundo de seu coração. Ela foi seguindo aquela música pela floresta, quando viu sentado ali na base da árvore  Cedro, a primeira flauta sendo tocada, criada pelo Pica-pau, o pássaro escultor.

Enquanto ouvia, ela se apaixonou e se entregou por amor jovem. Os dois saíram de mãos dadas e, foram felizes para sempre...

A lenda também diz que ao conquistar seu grande amor através do som da flauta, ela deverá ser guardada e nunca mais tocada. Caso contrário sempre estará atraindo um novo amor...”

Portanto, com uma forma poética e sonhadora de descrever este processo, muitos indivíduos atribuem o desenvolvimento da flauta a esta história.

Há, porém, aqueles que defendem que a flauta foi um instrumento trazido por outros povos, de determinadas “localidades”, para trazer conhecimentos ou se instalarem nas terras onde os índios viviam, após algumas mudanças ocorridas em seus lugares de origem…

A teoria mais comum, defendida pelos estudiosos, é que ela foi desenvolvida pelos Antigos Pueblo-Povos (Oasisamerica), com a "flauta Anasazi", baseado nas análises dos desenhos de flauta feitos nas cavernas mesoamericanas do sul.

A flauta nativa mais antiga existente foi feita de madeira. Foi descoberta pelo aventureiro italiano Giacomo Constantino Beltrami, em 1823 durante pesquisa histórica nas cabeceiras do rio Mississippi. O achado faz parte agora da coleção do Museu Civico Di Scienze Naturali em Bergamo, na Itália.

Foram achadas também, flautas feitas da cana-de-rio, podendo ser uma das mais antigas; esta se encontra na coleção do Museu Coleções da Universidade de Arkansas, Fayetteville. Foi recuperado em 1931 por Samuel C. Dellinger e recentemente identificado como uma flauta NAF por James A. Rees, Jr. da Sociedade Arqueológica Arkansas. O artefato é conhecido coloquialmente como "A Flauta Breckenridge", e é provável que date entre 150-1350 a.C.

Outra lenda popular é o do Kokopelli.  

Os nativos americanos do sudoeste, consideram o Kokopelli como o Deus da Fertilidade. É também um antigo deus dos índios Hopi.

Kokopelli é um flautista corcunda (que remonta há 3000 anos, quando as primeiras pinturas rupestres foram esculpidas) onde sua música trouxe prosperidade para o povo e para a terra. Ele é representado pelos Hopi, caminhando, geralmente representado com antenas acima de sua cabeça e soprando uma flauta. E em sua corcunda, contém sementes que são regadas com a chuva atraídas pelo som de sua flauta. Em outras tradições, porém, Kokopelli é muitas vezes representado com uma ereção ao invés da flauta. Isto é um simbolismo representando que Kokopelli traz fertilidade.

Sua música simboliza a transição do inverno para a primavera, trazendo a chuva que faz crescer as colheitas.



Como são construídas as flautas NAF's



A flauta nativa americana é a primeira flauta do mundo construída com duas câmaras de ar - há uma parede no interior da flauta entre as duas câmaras.
Na parte inferior da primeira câmara tem o apito. Na segunda, localizam-se os furos para as notas.
A superior serve como um ressonador secundário, o que dá o som distinto da flauta. Existe um orifício quadrado nessa câmara, logo abaixo do bocal. Um bloco (ou um fetiche, como um totem) fica preso em entre esta abertura.

O totem é uma figura que é sobreposta na parte do apito da flauta. Normalmente, a figura é talhada em madeira ou alguma resina, na forma de algum animal ou imagem, que representa a jornada espiritual de quem toca a flauta.

Extraído de: http://aumagic.blogspot.com.br/2012/09/a-flauta-nativa-americana-naf.html


Alguns artistas descendentes dos índios norteamericanos que gravaram com a Flauta Nativa Americana:

R. Carlos Nakai, Joseph Firecrow, Robert Mirabal, Charles Littleleaf, David R. Maracle, Kevin Locke, Douglas Spotted Eagle, Timothy Archambault, Troy De Roche, Jeff Ball (não descente), Douglas Blue Feather, Jay Red Eagle, Robert Tree Cody, David Atlas entre outros.
  

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